Crianças com Síndrome de Down


 

Wagner Figueiredo Marins

Desenvolvimento motor:

Criança com Síndrome de Down

Crianças “normais”

Média
(meses)

Extensão
(meses)

Média (meses)

Extensão
(meses)

Sorrir

2

1,5-3

1

0,5-3

Rolar
( de prono a supino )

6

2-12

5

2-10

Sentar

9

6-18

7

5-9

Arrastar-se

11

7-21

8

6-11

Engatinhar

13

8-25

10

7-13

Ficar em pé

10

10-32

11

8-16

Andar

20

12-45

13

8-18

Falar (palavras)

14

9-30

10

6-14

Falar (sentenças)

24

18-46

21

14-32

Como deve ocorrer a prendizagem do portador de síndrome de down:

O portador de Síndrome de Down possui certa dificuldade de aprendizagem que na grande maioria dos casos são dificuldades generalizadas , que afetam todas as capacidades: linguagem, autonomia, motricidade e integração social. Estas podem se manifestar em maior ou menor grau.

A criança com Síndrome de Down tem idade cronológica diferente de idade funcional, desta forma não devemos esperar uma resposta idêntica à respostas da “normais”, que não apresentam alterações de aprendizagem.

A prontidão para aprendizagem depende da complexa integração dos processos neurológicos e da harmoniosa evolução de funções especificas como linguagem, percepção, esquema corporal, orientação temporo-espacial e lateralidade.

Crianças espécies como portadores de Síndrome de Down, não desenvolvem estratégias espontâneas e este e um fato que deve ser considerado em seu processo de aquisição de aprendizagem, já que esta terá muitas dificuldades em resolver problemas e encontrar soluções sozinhas.

Do ponto de vista motor, hipercinesias associada à falta de iniciativa e espontaneidade ou hipercinesias e desinibição são freqüentes. Estes padrões debies também interferem a aprendizagem, pois o desenvolvimento psicomotor e a base da aprendizagem.

É fato que o professor deve considerar o aluno como uma pessoa inteligente que têm vontades próprias e afetividades, e estas devem ser respeitadas, pois o aluno não e apenas um ser que aprende.

O ensino das crianças especiais devem ocorrer de forma sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, o ensino não deve ser teórico e metódico e sim de forma agradável e que desperte interesse na criança.

O atendimento a criança com síndrome de Down deve ocorrer de forma gradual, pois estas crianças não conseguem absorver grandes números de informações. Também não devem apresentar a criança Down informações isoladas ou mecanicistas, de forma que aprendizagem deve ocorrer de forma facilitada, através de momentos prazerosos.

As atividades devem ser centradas em coisas concretas, que devem ser manuseadas pelos alunos.

As experiências devem ser adquiridas no ambiente do próprio aluno.

Situações que possam provocar estresse ou venham ser traumatizantes devem ser evitadas.

A criança deve ser respeitada em todos os aspectos de sua personalidade.

A família da criança deve participar do processo intelectivo.

Alguns pontos devem ser considerados quanto à educação do portador da síndrome de down:

  • Estruturar seu auto-conhecimento. Down
  • Desenvolver seu campo perceptivo.
  • Desenvolver a compreensão da realidade
  • Desenvolver a capacidade de expressão
  • Progredir satisfatoriamente em desenvolvimento físico
  • Adquirir hábitos de bom relacionamento
  • Trabalhar cooperativamente
  • Adquirir destreza com materiais de uso diário
  • Atuar em situações do dia a dia
  • Adquirir conceitos de forma, quantidade, tamanho espaço tempo e ordem
  • Familiarizar-se com recursos da comunidade onde vive
  • Conhecer a aplicar regras básicas de segurança física
  • Desenvolver interesses, habilidades e destrezas que oriente em atividades profissionais futuras.
  • Ler interpretar textos expressos em frases diretas.
  • Desenvolver habilidades e adquiri conhecimentos práticos que levem a descobrir valores que favoreçam seu comportamento no lar, na escola e na comunidade.

Até o momento não há cura. A Síndrome de Down é uma anomalia das próprias células, não existindo drogas, vacinas, remédios, escolas ou técnicas milagrosas para curá-la.

Com os portadores da Síndrome de Down deverão ser desenvolvidos programas de estimulação precoce que propiciem seu desenvolvimento motor e intelectual, iniciando-se com 15 dias após o nascimento.

Como qualquer outra criança, a criança com Síndrome de Down é um produto de sua herança genética, sua cultura e seu ambiente influenciado por pessoas e eventos. Ao entrar na escola, as crianças se encontram em pleno processo de desenvolvimento e crescimento, de acordo com suas próprias capacidades de maturação e desempenho. Para muitas crianças com Síndrome de Down, o inicio da escola (jardim de infância) abre um mundo totalmente novo. Para outros que já freqüentam a pré-escola, a adaptação não é marcante.

Durante os primeiros dias de aula, tanto pais quanto professores tem a responsabilidade de ajudar a criança a se adaptar a acomodar-se ao ambiente escolar. O sucesso de seus esforços dependerá grandemente das experiências prévias em casa durante os anos anteriores ou a vivência na pré-escola. As crianças que forem encorajadas a explorar seu mundo com liberdade, mas em segurança, e que puderam ampliar o raio de suas atividades geralmente têm pouca dificuldade para conseguir uma adaptação tranqüila da casa para a escola. Encorajar as tentativas das crianças em direção à independência representará um preparo para estar longe da casa durante uma boa parte do dia. “A escola está pronta para receber a criança?”. Como muitas das funções de desenvolvimentos esperadas geralmente das crianças “normais” não são observadas em crianças com síndrome de Down, será preciso que o programa educacional adapte-se às suas habilidades e necessidades especiais.

Autoria: Wagner Figueiredo Marins

Dia 21 de março comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Down.

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