O real valor da Páscoa

Claudia Nunes

Pensando em Páscoa (Pêssarr, em hebraico = passagem). É um jogo de memória. É uma forma de lembrar que precisamos ter mais humildade, paciência, consciência ecológica, amor verdadeiro, força de vontade e juízo. Sim, devemos reorganizar nossos sentimentos ao encontro de mais juízo e identidade. Nós, humanos, somos luz do mundo, mas sozinhos não iluminamos nada e nem ninguém.

Eu e o outro promovemos a fé e a confiança necessárias às promessas, às alianças, ao sucesso, à superação e ao entendimento dos nossos dias sem tantos problemas. Da Natureza, somos as criaturas das mudanças e do pensamento; da curiosidade e da criatividade; logo somos símbolos de uma representação de fé, comunhão e solidariedade. E precisamos de mais libertações das mentiras, das falsidades, das maldades, das indiferenças e das malícias.

Páscoa é a lembrança de jantares em família; risos na mesa; trocas de afagos e abraços; conversas francas; sem pressas, desatenções ou celulares. Nós não somos mais escravos de nada ou ninguém; e nem deveríamos optar por sê-lo em nome da modernidade, civilização ou atualização. Não somos mais cordeiros; mas devemos nos ‘alimentar’ de bons fluidos e energias, quando diante de um bem, um bom, uma bonança, um benefício, uma beleza sem orgulhos bobos; e devemos saber juntar e viver as diferenças com respeito e silencio. Silencio é a tônica dos dias atuais sem que se perca a identidade ou a verdade. Silêncio é a tônica da gratidão mesmo se for nossa última opção de bem-estar.

Páscoa é herança de fé e de força seja ela sentida como ‘Easter’ (adoração à deusa Ishtar) ou ‘Pêssach’. Páscoa traz o conceito de primavera: reflorescer, revitalizar. Páscoa é a fertilidade de campos, corações e mentes para um novo tempo ou ciclo de vida. Páscoa é uma passagem de vida para uma nova vida cheia de oportunidades e surpresas: daí a representação do coelho (fértil) e do ovo (início da vida).

Até os dias de hoje muitas histórias, de culturas diferentes, se uniram para agradecer e entender este momento. Há uma grande ritualização necessária a sensação de renascimento, mesmo que a penitencia seja importante. É um período de parada, entendimento, menos velocidade, mais interiorização, de expectativa sobre morte e ressurreição: metáforas da nova oportunidade de mudarmos nossas formas de viver como lagartas e reviver como borboletas.

Eu acredito nisso. Eu acredito muito nisso. Estamos às portas de uma entrada para a verdadeira ‘vida eterna’ e precisamos decidir vivê-la com menos invenções, restrições ou tensões junto aos outros tão importantes em nossas vidas. Páscoa é isso: outra data para decidirmos o que seremos nos próximos dias e quais valores / pessoas nos envolverão com graça, calma e amor. Chocolate é bom; mas o amor ao próximo é fundamental.

Prof. Marjorie Calumby

Profa Ms Claudia Nunes - Graduada em Letras (Portugues/Literatura) pela UVA. Mestra em Educação pela UNIRIO. Especialista em Tecnologia Educacional, em Neurociência Pedagógica e Psicopedagogia pela AVM-UCAM. Professora do Ensino Médio (SESI / Estado-RJ). 22 anos em sala de aula.
Blog: e-pesquisadora.blogspot.com.br

 

 

 

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