Histórias em quadrinhos

As aventuras de João Pedro

(clique na capa para ler a história)

Criação de Carlos de Castro e Diogo Barros.

Precisamos, como urgência, resgatar em nossas escolas, principalmente nas de Ensino Fundamental, a prática de leitura por prazer, sem cobranças de entendimento dos textos através de provas cansativas e acadêmicas.

Toda escola deveria, uma vez por semana, propiciar às crianças o manuseio de livros em sala de aula para desenvolver os aspectos sensoriais, emocionais e intelectuais da leitura, de uma forma racional e dinâmica. Só se aprende a ler lendo, e não passivamente, copiando inúmeras vezes palavras ou frases, e muito menos através de cópias longas e exaustivas.

É importante que o aluno seja tratado de modo personalizado e valorizado como individuo, porque a ele deve ser dado o direito de experimentar, criar hipóteses, pensar, comparar, estabelecer regras e aprender por meio de ensaio de erro. Ele não deve receber o conhecimento pronto porque a aprendizagem é constantemente construída.

O educador deve estar convicto que não é dono do saber, mas um orientador, incentivador, viabilizador do processo ensino aprendizagem, provocador de situações problemáticas a serem resolvidas e regulador de conflito. Na escola, é preciso que ele utilize procedimentos democráticos, respeite o tempo de aprendizagem de cada aluno, aproveite os conhecimentos que o aluno tem, servindo se deles para desencadear novas aprendizagens. O professor deve ser um pesquisador, um analista, um questionador, um desafiador, um investigador, um critico e um estimulador criativo, dinâmico e avaliador das práticas pedagógicas e de seus resultados.

O processo de leitura envolve vários aspectos, entre eles a habilidade e o estilo pessoal de leitor, o objetivo da leitura e o nível de conhecimento.

Ler, como qualquer aprendizagem requer dedicação: por isso, os alunos devem ter a oportunidade de encarar o livro como um desafio interessante que abrirá portas, não só para o conhecimento, mas também para o entretenimento e a diversão. A prática da leitura na escola precisa se assemelhar à prática fora da escola, pois as crianças precisam entender que os lemos por diferentes razões e que um texto pode ser lido de várias formas. Por isso, antes de ler um texto para a classe, o professor precisa conhece lo, para que possa comentar as razões de sua escolha e demonstrar seu interesse de leitor em compartilhar suas descobertas.

O professor deve ter em mente que é preciso conquistar o prazer da leitura, e que isso é fruto de um processo que deve ser extremamente enriquecedor.

A leitura, mesmo na vida cotidiana, nasce de sugestão dos outros e de escolhas próprias. Isso pode ser desenvolvido através de um trabalho de bibliotecas ou sala de leitura, com a programação de conversas periódicas sobre os livros que os alunos estão lendo, ou com o incentivo a visita a bibliotecas da cidade ou de outras escolas.

Por outro lado, temos os meios de comunicação de massa, que interferem no despertar do ato de leitura, fazendo com que o homem se torne "coisificado" e alheios à realidade, mas podemos concluir que estes meios, por exercer grande influência nos lares e famílias da nossa sociedade, poderiam se tornar um aliado no trabalho que professores e escolas procuram estabelecer para despertar o hábito de leitura nas crianças e jovens.

As Histórias em Quadrinhos, devido a sua diversidade de linguagem e riqueza artística, possibilitam muitos momentos prazerosos na complexa tarefa do ensino e aprendizagem da língua escrita.
Cabe à escola utilizá-la de forma lúdica para estabelecer uma relação harmoniosa entre professor, aluno e texto. O aluno precisa compreender que ler é um exercício que se presta ao prazer e não serve apenas para a execução de tarefas escolares e atendimento de interesses transitórios.

Pesquisas demonstram que a maioria das pessoas prefere ler quadrinhos a livros. Aproveite e desenvolva projetos a partir de gibis.

 
 
 
 
 
 
Crianças
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Sugestões de Atividades:

  • Reúna as crianças e pergunte quais personagens elas conhecem. Discuta as principais características de cada um e apresente algumas informações comportamentais e físicas. Apresente novos personagens. Depois dessa conversa inicial, mande um bilhete aos pais ou fale com eles sobre a importância do projeto. Aproveite para convidá-los a participar. Uma das maneiras é pedir a doação de gibis. Outra é perguntar sobre a possibilidade de eles comparecerem durante uma hora na escola, no decorrer do projeto, para ler para a turma ou participar como ouvintes das rodas de leitura. Ao receber as doações, catalogue e organize-as por título para ficar mais fácil encontrar o desejado. Assim estará montada a gibiteca. Para animar a garotada e controlar os empréstimos, faça carteirinhas de sócios para todos.
  • Apresente as histórias de maneiras variadas: através de slides, com a ajuda de retroprojetor, em filmes, através de teatros de fantoches, etc. Não permita que a atividade de contar histórias seja sacal e rotineira
  • Integre as diferentes áreas de estudo no projeto: aproveite temas que possa desenvolver atividades de matemática, ciências, história e geografia.
  • Proponha situações-problema acerca dos temas.
  • Escute os alunos sempre: peça que inventem suas próprias histórias em papel A4, cartazes, dramatizações e programas de computador.
  • Eleja os personagens preferidos de cada classe e organize uma festa pra eles com direito a decoração, fantasias, músicas e lanche coletivo.
  • Use os temas das histórias em quadrinhos preferidas da turma para desenvolver outras atividades de leitura com gêneros textuais diferentes. Escolha poesias, crônicas, reportagens e livros que tratem do mesmo tema.
  • Para a leitura compartilhada, distribua exemplares do mesmo gibi para que todos possam acompanhar a história individualmente, em duplas ou trios. Depois que a turma tiver um bom repertório, escolha uma das histórias, recorte os quadrinhos e embaralhe-os. Organize a sala em grupos e distribua um montinho com uma seqüência completa para cada um. O desafio é remontar na ordem correta. Depois, proponha que criem diferentes versões da história, troquem o final, o título, etc.
  • Repita os momentos de leitura várias vezes durante a semana – o ideal é fazer disso uma atividade permanente durante o ano. É hora de chamar os pais que se dispuseram no início a participar do projeto para comparecer à sala. Eles podem ser leitores ou simplesmente ouvir as histórias na roda. Cuide para que esses momentos sejam bem descontraídos.
  • Leve as crianças para ler em locais diversos: no parque ou a beira mar. Espalhe colchonetes e almofadas e permita que curtam os quadrinhos à vontade.

História e Movimento

Exercício para pequenos grupos, subgrupos de um maior. Combina-se uma seqüência de participantes, o primeiro se desloca até um ponto determinado e monta uma estátua. O seguinte, do lado do primeiro, tenta imitar, de forma mais perfeita possível, a estátua do primeiro. Depois de pronta a imitação, o primeiro participante desmancha sua estátua e volta para seu lugar, deixando em cena, sua imitação. O segundo participante, realiza uma movimentação, de acordo com sua imaginação e monta uma outra estátua. Um terceiro participante assume o lugar do segundo, realiza seu movimento, sua estátua e é substituído por um quarto participante, assim sucessivamente.
Os espectadores vão tentar, pelos diferentes quadros montados, criar o enredo da história. Em casos especiais, as estátuas podem permanecer em cena. Importante não combinar nem comentar verbalmente o exercício, antes e durante sua realização.


*Artigo escrito por Paty Fonte. Foram aproveitadas algumas sugestões de Marcelo Campos Pereira, professor da EMEI Sonho de Criança, em Pompéia, SP – disponíveis no site da Revista Nova Escola.


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