Alunos portadores de deficiência mental


 

Deficiencia MentalO aluno portador de deficiência mental, geralmente apresenta algumas características.

Observe se o aluno:

  • consegue entender ordens simples, mas apresenta mais dificuldades quando se dão duas ou mais ordens complexas;
  • possui pouca iniciativa, pouca criatividade e pouco espírito crítico;
  • pode ter maior dificuldade para se expressar e para controlar emoções;
  • apresenta ritmo de aprendizagem mais lento, necessitando de repetidas explicações;
  • tem maior dificuldade em abstrair e generalizar; pode apresentar problemas para se adaptar a novas situações.

Nesses casos, a professora deve:

  • entrar em contato com os pais e verificar se essas atitudes também ocorrem no lar;
  • encaminhar a criança, caso julgue necessário, com relatório de observação, para um psicólogo que possa realizar um diagnóstico diferencial.

A maior diferença nesses alunos reside no seu ritmo de aprendizagem. Pode exigir mais tempo de contato e maior diversidade de formas de apresentação dos conteúdos do que a maioria dos alunos. Na maioria das vezes, ele não aprende porque não respeitamos seu nível de desenvolvimento.

Para que o aluno portador de deficiente mental aprenda é fundamental fazer uma avaliação objetiva e segura do que ele já sabe, de que tipo de operações mentais ele já consegue se utilizar, de que conceitos (natureza e tipo de relações entre eles) ele já dispõe. Com base nisso podemos planejar nossas ações adequadamente. Caso contrário, o ensino será feito em bases artificiais e, conseqüentemente, este não terá sucesso. E nesses casos, é comum culpar a criança colocando-lhe um rótulo que será totalmente prejudicial.

O que fazer então?

Primeiro, devemos agir exatamente como fazemos com qualquer de nossos alunos, ou seja, identificar em que nível de desenvolvimento o aluno portador de deficiência se encontra, o que ela já sabe e como se utiliza daquilo que já sabe. A partir daí, devemos elaborar nosso planejamento.

Aprendendo e assimilando

Da mesma forma como fazemos com todas as crianças, no que diz respeito aos alunos com deficiência mental, é importante que iniciemos com conceitos e operações simples e concretas, construindo gradativamente a complexidade e a abstração. Sempre devemos nos assegurar de que nosso aluno realmente aprendeu e assimilou o conhecimento anterior. Trabalhe várias vezes com os mesmos conceitos, por períodos mais curtos de tempo, associando-os a diferentes instâncias da realidade.

Como o aluno portador de deficiência mental apresenta grande facilidade para se distrair com estímulos alheios à aprendizagem, é interessante que ele se sente em local onde esses estímulos sejam menores. É importante explicitar verbal e constantemente os conteúdos em questão, de forma que o aluno possa sempre estar exposta visual e auditivamente à situação de ensino.

Devemos sempre elogiar os sucessos do aluno e compreender afetuosamente as suas dificuldades, buscando minorá-las.

Como vemos, a aprendizagem do aluno deficiente mental não exige do bom educador ou nada de muito diferente daquilo que ele está habituado a fazer com todos os seus alunos, exceto, talvez, o uso mais freqüente da prática monitorada, da utilização de maior diversidade de material e de mais tempo que o comumente usado para a construção do conhecimento.

Atividades integradas

A participação do aluno portador de deficiência nas atividades extracurriculares de forma integrada com seus colegas é muito importante, pois beneficia a percepção mais ampla da realidade social e favorece o desenvolvimento geral do aluno. Essas atividades integradas devem ser incentivadas. Para evitar posturas inadequadas, devemos refletir com a classe, clara e respeitosamente, sobre as peculiaridades do colega com deficiência, para que compreendam que ele faz parte do grupo e será beneficiado com sua participação em todas as atividades.

Os assuntos que aqui compartilhamos são simplesmente uma rápida pincelada do muito que poderíamos e gostaríamos de conversar.

Nossas sugestões sempre poderão ser complementadas pela criatividade do professor interessado e afetuoso, que deseja construir uma relação professor-aluno produtiva, construtiva e transformadora de nossa realidade.

Sempre é bom lembrar a importância da participação da família. Por mais simples que sejam, os parentes mais próximos, como pais e irmãos, podem, querem e devem participar. E os professores devem ajudá-los nessa tarefa, prestando-lhes informações, orientações, e fazendo-os sentirem-se partes integrantes e indispensáveis do processo.

É importante saber que existem diversos profissionais de diferentes áreas do conhecimento que podem nos ajudar quando tivermos esgotado todos os nossos recursos e, mesmo assim, sentirmos que é preciso fazer mais para ajudar nosso aluno com deficiência. Basta buscar na sua comunidade, e certamente você encontrará a assessoria de que precisa.

 

 

 

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