A educação e o medo


 

Jorge Kharrero

Uma educação bem desenvolvida, e especificada para aqueles que a buscam, ela torna-se concreta na vida dos indivíduos. Ela deve ser conquistada em um parâmetro sobre um sistema de organização. Pois, uma educação desorganizada, também a instituição, escolas e alunos com certeza serão desorganizados. Porque, um está ligado ao outro. É preciso temos coragem e capacidade para encararmos tal desafio, que é, educação de um povo, sociedade ou uma comunidade. Se tivermos medo, não seremos capazes de lidarmos e servirmos o ser humano no que tange sua formação e educação. Nós, temos uma luta de classes e precisamos buscar os seguimentos de uma verdadeira educação, baseada em uma boa pesquisa, um bom encontro dialético e formulador de ideias  com fundamentos teóricos e práticos com aqueles que estão mais a frente dos poderes públicos, administrativos e educacionais. Não podemos jamais ter medo de expressar nossos conhecimentos e argumentos e questionamentos, apontando propostas com sentidos lógicos e coerentes.

O medo, é covarde e esconde-se por trás de algumas pessoas. Ele, está dentro de nós mesmos impedindo de darmos um passo ao encontro para resolvermos fatores transformadores na educação. Ter medo da educação, é ter medo de me mesmo, e do outro. É necessário ter coragem e colaborar na prática do conhecimento educativo. Não pode existir disponibilidade, garra, para enfrentar uma escola, e tomar uma decisão fundamentada em princípios éticos e morais, se o educador age com medo de tudo. Ele não pode transmitir valores. Portanto, nesse contexto conhecedor e educacional, todos professores e educadores são chamados a viverem intensamente suas habilidades profissional e educativa proporcionando em seus alunos, o desejo de mudanças na educabilidade, e no ensino com subsídios disponíveis para todos.

Gonçalves (1994,p. 118), comenta que “a educação é, portanto, um fenômeno inerente ao homem como um ser social e histórico, cuja existência fundamenta-se na necessidade de formar as gerações mais novas, transmitindo-lhes seus conhecimentos, valores e crenças e abrindo-lhes possibilidades para novas realizações”. Todo aquele que adentra na educação ver novos horizontes e novas perspectivas direcionada a um caminho de formação mútua. O ser bem educado é conhecedor de diversas realidades na sociedade, e no ambiente em que ele vive.  A educação abrange tudo quanto podemos imaginar nomeio cultural, político, é social. Não podemos conceber um educador que teme sua educação, e à educação dos demais povos ao seu redor. Pois, a educação é definida e tem critérios válidos em sua estrutura. Ela, está sempre em contínuo movimento mutável repleto de transformações no presente no futuro. Nunca tem seu fim é um processo inesgotável de buscas e pesquisas a cada dia na prática educativa.

A educação é consciente e compreendida. Aos que fazem ou desejam fazer devem ter em mente uma reflexão bem feita da realidade. Não se pode acatar as ideologias contrárias a educação. Contudo, elas não fazem o bom andamento da educação deixando as pessoas totalmente alienadas, em um sistema que não muda, e nem fazem absolutamente nada para transformar o quadro, e aceita tudo com prazer as coisas erradas no país sobretudo o ensino e a educação dos brasileiros. Sabemos que para educar as pessoas que estão em nosso meio, e que todos os momentos nos cercam a procura de um aprendizado, é preciso sabermos uma estratégia de ensino que possa atingir a todos de forma concreta e direta. A educação deve ser bem colocada no ambiente a qual o educador ou professor se encontre. As ideias do professor precisam ser bem conscientes e sábias. O ensino e aprendizagem precisam manter uma realidade bastante condizente dentro do contexto sócio, político e cultural do Brasil e comunidade, onde estar presente as escolas e instituições educativas.

Para formar os indivíduos em sociedade é necessário haver uma dinâmica, e um conceito envolvendo a realidade em que o professor e o aluno se encontrem. O ensino precisa ser transformador, do contrário, os alunos ficam alienados na sociedade. Também, os educadores não podem viver alienados em uma realidade utópica e sonhadora. Devemos agir e colocar em prática para possamos modificar o quadro da educação na valorização do docente dando a eles o que é por direito. Porque antes de tudo o educador é um ser humano, e está em primeiríssimo lugar assim como a educação na vida dos indivíduos. Tudo depende exclusivamente do ensino nas escolas do país. Todavia, o nosso medo de interagirmos nos grupos, nas classes e comunidades estamos aceitando e contribuindo para a não mudança da educação, então somos cumplices desse erro, porque calamos e fomos omissos a situação.

Gadotti,(2001,p.105) “deixando aos estudantes o poder de questionar os métodos deixando que eles possam livremente exprimir suas insatisfações, autorizando-os a escolher seus métodos, a classes como um todo pode evoluir, as relações humanas na classe e eles veem que é possível também muda-las na sociedade”. Em uma sociedade e nação ou mesmo na comunidade, jamais poderemos aderir um pensamento ou ideologia alienadora que esteja fora da realidade educativa de um povo principalmente quando se trata de formar pensadores mediante a educação. Entretanto, o povo deve ser bem educado e preparado no conhecer das coisas. A Perspectivas de vida pelo qual possamos encontrar e reencontrar esperanças, e boas ações no descobrimento de valores nos nossos educadores e educando, na proporção de realizações autenticas nos projetos, com os objetivos de melhorar a educação brasileira sem medo de falar e questionar a educação.

Contudo, a educação e o medo aqui não queremos atingir aos professores e alunos apontando erros em seus trabalhos ou coisas de outra natureza, em querer acusar ninguém. As abordagens feitas nos tópicos que se seguiu ao longo das pesquisas, é tão somente um estudo feito com bases em experiências na escola e no campo educativo. É justamente uma reflexão sobre os princípios norteadores que fazem os profissionais da educação poderem observar mais de perto com um olhar crítico ao ensino, a educação, e o sistema educacional que fazemos e vivemos constantemente. O medo não classifica psicologicamente a personalidade aqui mencionado de nenhum professor ou aluno. Portanto, o medo é a falta de coragem de falar, questionar, argumentar a favor da mudança e da transformação da educação como um todo, dando propostas e sugestões fazendo parte das atividades e eventos produzidos pela escola, e demais áreas com relação ao saber e ações educativas nas instituições de ensino de todo Brasil.


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Jorge Kharrero GONÇALVES - Brasileiro, Solteiro, 44 anos . Juazeiro do Norte-CE
Professor de Música, História e Filosofia. FORMAÇÃO Liceciatura Pedagogia e Filosofia

 

 

 

 

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